Projeto aprovado pela Finep prevê investimento de R$ 5,74 milhões para organizar, preservar e digitalizar jornais, revistas e microfilmes da maior biblioteca pública da cidade de São Paulo
A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) aprovou a destinação de R$ 5,74 milhões para preservação, organização, digitalização e ampliação do acesso público ao acervo de periódicos e microfilmes da Biblioteca Mário de Andrade (BMA). O trabalho será conduzido em parceria entre a biblioteca pública e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
A proposta foi aprovada na Chamada Pública “Identidade Brasil – Recuperação e Preservação de Acervos 2025”, realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Científico (FNDCT) e elaborada com a participação da Área de Projetos e dos cursos de graduação em Biblioteconomia e de pós-graduação em Arquivologia.
Uma das responsáveis pelo projeto será Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli, coordenadora da pós em Arquivologia. “Esse acervo tem enorme valor histórico. Muitos jornais e revistas preservados pela Biblioteca Mário de Andrade não estão disponíveis em outros locais, o que torna o trabalho de conservação ainda mais importante”, afirmou a docente da FESPSP.
O secretário municipal de Cultura, Totó Parente, e a diretora da BMA, Luiza Thesin, comemoraram a aprovação. “Vamos conseguir dar mais acesso para todos os nossos periódicos da hemeroteca e da coleção de artes também”, disse a diretora. “A gente avalia que será um avanço de 20 anos de trabalho da Biblioteca.” Fundada há mais de 100 anos, a BMA foi a primeira biblioteca pública da cidade de São Paulo e é a segunda maior do país.
Isabel explicou que será feita a organização do acervo, a catalogação dos periódicos, melhorias na hemeroteca e higienização dos materiais. Também estão previstas a aquisição de novas estantes, caixas para acondicionamento e a avaliação da coleção de microfilmes. Após essa etapa, o conteúdo começará a ser convertido para o formato digital.
Segundo a professora, os microfilmes representam outro desafio. Durante muito tempo, eles foram a melhor alternativa para preservar coleções históricas. Hoje, porém, a consulta depende de equipamentos específicos, cada vez mais raros. “Com a digitalização, esse material poderá ser acessado com mais facilidade, sem deixar de proteger os documentos originais.”
O projeto será executado ao longo de 36 meses.


