Evento será realizado nos dias 30 de junho e 1º de julho, no auditório da instituição, e vai propor reflexões sobre sindicalismo, proteção social e governança global
A FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) realiza, nos dias 30 de junho e 1º de julho, o Seminário internacional Sindicalismo na nova (des)ordem mundial. A iniciativa é uma parceria com o Instituto Lavoro, o Washington Brazil Office (WBO) e o Observatório sobre Direitos Trabalhistas e Sociais Internacionais (ODTI) e terá a participação de pesquisadores, juristas, dirigentes sindicais e especialistas do Brasil e do exterior para debater as transformações no mundo do trabalho.
Para a socióloga Maria Silvia Portela de Castro, vice-presidente do Conselho Superior da FESPSP e uma das articuladoras do evento, a realização do seminário visa apoiar a compreensão sobre o impacto do neoliberalismo nas mudanças do sistema global e como essa transformação afetou e afeta os sistemas de relações trabalhistas no Brasil e outros países.
“Podemos usar como exemplo o avanço do modelo de pejotização da força de trabalho. Caso essa situação realmente se consolide, praticamente estará descartado o papel do Direito do Trabalho”, afirma a socióloga, uma das fundadoras da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no início dos anos 1980. “Diante desse cenário, precisamos levantar com urgência a discussão sobre como essas mudanças globais interferem em vários campos da sociedade contemporânea.”
Detalhes sobre a programação
No dia 30 de junho, logo após a abertura do evento, a primeira mesa será realizada das 19h45 às 22h, com o tema “Nova (des)ordem mundial e seus impactos na ação sindical”. A mediação será de James Green, professor emérito de História do Brasil na Brown University e membro do Conselho Diretivo do Washington Brazil Office.
A atividade também reunirá Antonio Lisboa, professor de Geografia e História, ex-dirigente do Sindicato dos Professores do Distrito Federal e secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional; Arthur Henrique dos Santos, diretor da Fundação Perseu Abramo e ex-presidente da CUT Nacional; e Lourenço Ferreira do Prado, secretário de Relações Internacionais da UGT.
Em 1º de julho, a programação será retomada às 9h, com a mesa “O sistema protetivo do trabalho em disputa – neoliberalismo versus neolaboralismo”. A segunda rodada de debates contará com as participações de Carlos Tomada, advogado, ex-ministro do Trabalho da Argentina e ex-embaixador da Argentina no México; Renan Kalil, procurador do Trabalho, doutor em Direito pela Universidade de São Paulo, pesquisador visitante na Harvard Law School e professor de Direito no Insper; Magda Biavaschi, desembargadora aposentada do TRT4, doutora e pós-doutora em Economia Social do Trabalho pela Unicamp; e Antonio Baylos, diretor do Departamento de Direito do Trabalho e Trabalho Social e do Centro Europeu e Latino-americano para o Diálogo Social, professor catedrático de Direito do Trabalho da Universidad de Castilla-La Mancha.
A mediação da atividade ficará sob a responsabilidade de Fernanda Giorgi, diretora do Instituto Lavoro, sócia da LBS Advogadas e Advogados e assessora jurídica da CUT Nacional.
Ainda em 1º de julho, das 11h15 às 13h15, a terceira mesa terá como tema “Liberdades em xeque: das rupturas ao tarifaço”. O mediador do debate será Waldeli P. Melleiro, historiadora e diretora de Projetos para Trabalho e Sindicalismo na FES.
Os especialistas convidados para compor a mesa serão Graciela Bensusán, doutora em Ciência Política pela Faculdade de Ciências Políticas e Sociais da Universidad Nacional Autónoma de México, professora e pesquisadora da Universidade Autônoma do México e professora da FLACSO México; Paulo Kliass, doutor em Economia e membro da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental do governo federal; e Maicon Michel, metalúrgico, secretário de Relações Internacionais da CNM-CUT e vice-presidente do IndustriALL Global Union para a América Latina e o Caribe.
A quarta e última mesa está marcada para a tarde do dia 1º de julho. Das 15h15 às 17h30, as discussões vão abordar “Governança global: entre o declínio e a reinvenção”, sob mediação do professor Alfredo Attié, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, membro da Academia Paulista de Direito e conselheiro da FESPSP.
A atividade reunirá Javier Palummo, advogado, doutor em Direito e Ciências Sociais pela Universidade da República, no Uruguai, doutor em Direitos Humanos pela Universidade Nacional de Lanús, na Argentina, e relator especial sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos; Felipe Vasconcellos, membro do Instituto Lavoro, sócio da LBS Advogadas e Advogados e assessor jurídico da CUT Nacional; Paulo Abrão, diretor-executivo do Washington Brazil Office; e Juan Jose Santiago, especialista em Atividades Laborais dos Trabalhadores para o Cone Sul no escritório da Organização Internacional do Trabalho em Santiago, no Chile.
Troca de experiências
Ao articular debates sobre sindicalismo, neoliberalismo, proteção social, direitos humanos e governança global, a conferência a ser realizada na FESPSP propõe uma leitura internacional dos desafios enfrentados pelo mundo do trabalho.
A programação do Seminário Internacional Lavoro – WBO também busca aproximar experiências de diferentes países e instituições, colocando em diálogo especialistas que atuam nos campos jurídico, acadêmico, sindical e das relações internacionais.
SERVIÇO
Seminário internacional Sindicalismo na nova (des)ordem mundial
Data: entre os dias 30 de junho e 1º de julho
Local: auditório do campus da FESPSP
Endereço: rua General Jardim, 522, Vila Buarque, São Paulo
Transmissão ao vivo pelo YouTube da FESPSP

