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Capacitação de novos agentes do Programa de Superação da Pobreza tem início na FESPSP

Profissionais atuarão em 34 distritos das zonas Sul, Norte e Leste da capital, acompanhando famílias e ampliando o acesso a políticas públicas e oportunidades de inclusão produtiva

A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) iniciou, nesta segunda-feira (20/7), a integração de 158 profissionais contratados para atuar como agentes de campo e supervisores do Programa de Superação da Pobreza do Estado de São Paulo. Após o término desta etapa, o grupo vai passar por um período de formação profissional de duas semanas – de 27 de julho a 7 de agosto – antes de iniciar o acompanhamento de famílias em territórios vulneráveis das zonas Sul, Norte e Leste da capital paulista.

Desenvolvida e executada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo (SEDS), com apoio técnico da FESPSP, a iniciativa combina acompanhamento territorial, acesso a políticas públicas, qualificação profissional e apoio à inclusão produtiva.

Criado para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade a superar a pobreza, o programa associa auxílios financeiros a planos de desenvolvimento personalizados. Esses planos podem incluir capacitação, qualificação profissional e apoio para o acesso ao mercado de trabalho ou para o desenvolvimento de atividades empreendedoras.

O Prof. Dr. Paulo Silvino Ribeiro, coordenador do Projeto Superação da Pobreza na FESPSP, explica que a iniciativa busca aproximar as famílias de políticas públicas já existentes, mas que muitas vezes não chegam até essa população por causa de sua condição de invisibilidade social. “O estado de São Paulo conta com 29 políticas associadas ao programa, destinadas a crianças, idosos, trabalho, saúde da mulher e várias outras áreas”, afirma.

Esta é a segunda turma de agentes capacitada pela FESPSP. O primeiro grupo, formado por 200 profissionais, passou pela preparação no início do ano e começou a atuar nos territórios em abril. A Fundação é responsável pela implementação do programa em 34 distritos distribuídos pelas zonas Sul, Norte e Leste da cidade de São Paulo. A meta é alcançar a adesão de 16,1 mil famílias até agosto de 2028.

“A FESPSP vai contratar e preparar um total de 600 agentes, 40 supervisores e quatro coordenadores para implementar a iniciativa em um prazo total de 32 meses. Nossos agentes de campo devem acompanhar, por até dois anos, as famílias inscritas no Cadastro Único, formadas a partir da articulação realizada entre a SEDS e a SMADS [Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo]”, explica Ribeiro.

Segundo o coordenador, as equipes da FESPSP já atuam em regiões como Capela do Socorro, Grajaú, Jaçanã, Tremembé, Lajeado e Guaianases, além de outros territórios marcados por diferentes formas de vulnerabilidade socioeconômica.

“Em termos de impacto social, considero este um dos projetos mais importantes da FESPSP. Agora, iremos implementar as equipes para engajar ainda mais famílias”, afirma.

Plano de Desenvolvimento Familiar

A atuação do Programa Superação da Pobreza está organizada em três módulos: Proteger, Desenvolver e Incluir. O trabalho dos agentes começa com a busca ativa das famílias e a elaboração de um diagnóstico sobre a situação de cada núcleo familiar.

Com base nesse levantamento, a equipe prepara o Plano de Desenvolvimento Familiar, que define o percurso mais adequado às necessidades identificadas.

“Só após essa análise ser concluída é que iremos definir como a família passará pelos três módulos. Algumas famílias percorrem a trilha de Proteger, Desenvolver e Incluir; outras podem ir diretamente para o módulo Incluir. A diferença depende do nível de vulnerabilidade e das necessidades identificadas pela equipe da FESPSP”, descreve Ribeiro.

O módulo Proteger é destinado às famílias que enfrentam situações mais graves de vulnerabilidade social. No módulo Desenvolver, os participantes terão acesso a dezenas de cursos de capacitação e formação profissional.

Já o módulo Incluir, por sua vez, reúne famílias em condições de avançar no processo de qualificação e ingressar na etapa de inclusão produtiva. Essa fase prevê consultoria e apoio para o acesso ao mercado de trabalho ou para o desenvolvimento de atividades empreendedoras.

O modelo de atuação combina presença nos territórios, acompanhamento contínuo, uso de dados e uma abordagem multidimensional da pobreza. A proposta é fortalecer a autonomia das famílias, as redes locais de proteção social e as oportunidades de inclusão produtiva no estado de São Paulo.

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